Um grande sábio vendo que um de seus alunos não conseguia conter sua raiva e sua fúria interior resolveu lhe contar uma pequena história:

“Quando eu era jovem, adorava navegar de barco. Eu tinha um barquinho e remava sozinho em um lago. Ficava ali durante horas.

Uma vez, eu estava no meu barco, de olhos fechados, meditando, numa noite esplêndida. Então, outro barco veio flutuando, trazido pela corrente, e bateu no meu.

Meus olhos estavam fechados, então eu pensei: alguém bateu o barco no meu. Enchi-me de raiva. Abri os olhos e estava a ponto de vociferar algo para o homem, quando percebi que o barco estava vazio!

Então não havia onde descarregar a minha raiva. Em quem eu iria extravasá-la?

O barco estava vazio, à deriva no lago e tinha colidido com o meu. Não havia nada a fazer. Não havia possibilidade de projetar a raiva num barco vazio.

Eu fechei os olhos, a raiva estava ali. Mas não sabia como extravasar.

Decidi então, fechar os olhos simplesmente e flutuei de volta com a raiva. E esse barco vazio tornou-se a minha descoberta.

Eu atingi um ponto dentro de mim naquela noite silenciosa. Esse barco vazio foi meu mestre.

E, se agora alguém vem me insultar, eu rio e digo: esse barco também está vazio. Fecho os olhos e mergulho dentro de mim. ”

Se você conseguir esvazia o seu barco ao atravessar o rio do mundo, ninguém vai se opor a você, ninguém vai tentar lhe fazer mal, ninguém o julga.

Assim é o homem perfeito: Seu barco está vazio.

(Autor desconhecido)

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